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187º Microconto

Seis da manhã.
O vento cortava o rosto,
a mala as pontas dos dedos
e um adeus o coração.


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156º Microconto

Esperava, de todo o coração, que apenas o telefone dela estivesse ocupado do outro lado da cidade.


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119º Microconto

Todas as letras se perguntavam sobre o que haveria depois do ponto final,

mas nenhuma delas teve coragem de atravessá-lo.


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114º Microconto

Assustou-se quando viu o zíper na fantasia do monstro.

Queria fugir da realidade, mas percebeu que ela o perseguia.


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Água dos Olhos

Permita que saiam, olhos meus
Elas, represadas, e suas irmãs
Que sigam seu fluxo rosto abaixo
Pois contê-las tem sido um fardo
E Deus prometeu carregá-lo
Já meus cílios envergaram
E as palpebras recusam seu sono
Fazendo vigília noite a fora
E dentro de mim
Carrego no olhar um prisma
Um arco-íris em preto e branco
De cores e feições tortas
Em lentes e brilhos mortos
Nascidos nas frestas do concreto
Em meio a soluços contidos
De uma alma gananciosamente farta
Com as mãos atadas nas costas
Joelhos dobrados em luto
Num combate entre o ser e o só
Certos que somente o tempo abrirá
Os céus e os olhos
Lavando o leito salgado deste rio
Seco e cansado

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